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A reutilização de óleo recuperado em compressores de amônia parece uma forma simples de reduzir custo, mas pode introduzir riscos significativos ao sistema. O óleo retirado de separadores, purgas ou pontos de drenagem pode conter água, partículas metálicas, produtos de oxidação, acidez e refrigerante dissolvido.
Mesmo quando o óleo aparenta estar limpo, a aparência visual não confirma viscosidade, número de acidez, teor de água, contaminação sólida ou degradação de aditivos. Esses parâmetros só podem ser avaliados por análise laboratorial adequada.
A água é especialmente crítica em sistemas de refrigeração, pois favorece corrosão, formação de borra e degradação do lubrificante. Partículas metálicas podem indicar desgaste interno e funcionar como abrasivo se retornarem ao compressor. A presença de óleo degradado também pode acelerar a oxidação do volume novo.
Por isso, óleo recuperado não deve ser devolvido ao compressor sem critério técnico. Quando houver interesse em reaproveitamento, o procedimento mínimo envolve filtragem controlada, análise de qualidade, comparação com limites do fabricante e aprovação do responsável técnico.
Na maioria das situações industriais, o custo de uma falha em compressor supera a economia obtida com reutilização sem controle. A decisão segura é tratar óleo recuperado como material suspeito até que dados comprovem sua condição.
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